Para o presidente do conselho distrital de Faro, António Cabrita, a proposta de se acabar com os conselhos distritais (CD) denuncia uma postura "despótica e ditatorial de Marinho e Pinto. Para o antigo detentor do cargo, Pires de Lima, a atitude do actual bastonário "parece significar que não estará na posse de todas as suas faculdades mentais"..Nenhum aplauso ainda se ouviu de apoio à proposta de extinção dos CD. Para António Cabrita, esses conselhos são o melhor meio de aproximar os profissionais do foro da Ordem ". Recordo-me que antes de se ter criado o CD de Faro, os advogados do Algarve tinham de se deslocar a Évora. Os apoios eram muito mais escassos", disse, frisando que aqueles órgãos da Ordem sempre estiveram previstos no Estatuto. "Acabar com eles significaria centralizar os poderes no conselho geral, e parece ser essa a intenção do bastonário", acrescentou ainda António Cabrita, recordando que Marinho e Pinto apenas apresentou candidatura para o conselho geral nas eleições de Novembro de 2007. .Pires de Lima, antigo bastonário, diz-se indignado com aquela proposta. "Não é próprio de quem tenha bom-senso ou de quem esteja de posse de todas a suas faculdades mentais", disse, em declarações ao DN. "Parece que tudo para ele é uma porcaria. Qualquer dia diz que também é um enviado de Deus", ironizou Pires de Lima..Para estes dois interlocutores do DN, constituiu uma autêntica traição à classe o facto de Marinho e Pinto ter proposto alterações ao estatuto sem ouvir a classe. "O que é próprio de um centralizador", matizou António Cabrita.